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terça-feira, dezembro 18, 2012

Falhei com meus deveres

Eu falhei. Aos 56 anos de idade, cheguei a essa conclusão. Se um país é escolhido por seu povo, eu falhei. Eu sempre trabalhei, paguei meus impostos, respeitei as leis e o próximo. Talvez não bastasse trabalhar, mas me esforçasse um pouco mais, para que outros trabalhassem. Não somente pagar impostos, mas fiscalizar e exigir que os recursos fossem aplicados em beneficio do povo. Não apenas respeitar as leis, mas desestimular toda e qualquer tentativa de desrespeito as mesmas. 

Não apenas respeitar os outros, mas principalmente, ensinar os outros nossos direitos e deveres, usar nossos direitos para “lutar a boa luta” por eles, e com eles. Procurei votar bem me esforcei ao máximo, mas falhei. Vejo o que acontece nos três poderes e me da uma mistura de raiva e tristeza. Não bastasse apenas votar, mas orientar os menos favorecidos e cobrar dos eleitos suas promessas. Quanto mais eu olho em volta, idosos tendo que amparar os mais jovens, crianças sem lares, jovens sem oportunidades, ruas sem segurança, mais eu sei que falhei. O pior é não saber o que deveria ser feito. Só sei que eu, falhei. Ainda há tempo.

                                

                      
Estamos juntos: Ricardo L. Rocha Campos

terça-feira, outubro 30, 2012

REPULSA AOS ATUAIS PROFESSORES

Minha repulsa aos atuais professores não é generalizada, é obvio, mais chega perto.
Meus netos chegam em casa: "vô hoje a professora indicou "Leite derramado" (Chico Buarque)". "Ótimo querida, é um livro que prende sua atenção, muito bem escrito e você sabe que eu sou fã de Chico, leia sem esquecer a orientação ideológica do autor. Meu ídolo diverge de mim quanto a ideologia e alegria, sabe que o vô não é de todo burro, mais detesta os intelectuais melancólicos."

Brinco: "Chico é um saudosista, só o assisti vibrando na época da ditadura, no fundo acho que sente saudades" Aqui

"Vô, a professora disse para te advertir severamente. Disse "Onde se viu um senhor irresponsável e sem cultura falar de Chico Buarque dessa forma"
"Querida mais você disse a ela que eu apenas brincava? Não sou a favor de ditadura nem direita e tão pouco torta". "Disse", respondeu. "Então, deve ser o dia, não foi bom para ela. Ou a “CUT” não conseguiu o tanto que ela merecia ganhar." (Gargalhadas)

Agora comecei a ler "Marighella o guerrilheiro que incendiou o mundo"- "Companhia das Letras" de Mario Magalhães, parei no agente da CIA infiltrado Alessandro Malavasi. Só gostei de saber que Américo Lourenço Masset Lacombe foi preso, demitido e abrigou os militantes da ALN em casa.

Alessandro Malavasi (o suposto agente infiltrado), foi um advogado que junto a Mário Comelli (jornalista e agrônomo das Industrias Reunidas Matarazzo), foram dispensados da empresa em 1948 por suspeitas desabonadoras em matéria financeira, planejaram o seqüestro de Eduardo Andrea Matarazzo e foram presos em Campinas em 1951. Se uniu a ALN e era amigo do Vereador de Birigui David Hunovitch (anistiado), e Rolando Fratti (Remão). A ALN só recrutava bonus populus.

O Mino Pinóquio Carta sabe disso! AQUI

Aí parei de ler! Contava com uma  biografia, e não livro de ficção. Eu realmente estou aborrecido com intelectuais e artistas do Brasil.
                                                  
                                                        

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