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quarta-feira, março 06, 2013

CHÁVEZ A LENDA

Sempre defini Hugo Chaves uma figura carismática! Quero deixar bem claro aos leitores, que sua morte nunca foi meu desejo. O câncer em estado terminal, se eu tivesse um poder sobre as doenças eu desejaria ao populismo Sul Americano. Populismo não é um indivíduo, é um sistema de caudilhos que governa menos pela competência, e sim pela simpatia do povo. Se desse para unir as duas (competência e carisma) seria o máximo, mas governar é ter serenidade diante de uma medida difícil. Se todos pensassem desta forma, ninguém gostaria de se eternizar  no poder.
Até ideologias falecem como na URSS, Alemanha oriental, etc.
Todos morreremos um dia, e quem quer uma obra a ser lembrada, tem que fazer em vida. Chávez poderá ser lembrado como Getúlio Vargas, uns o adoram, outros o abominam sua história. Há pessoas que o veneram até hoje.

Personalismo é para exercer com boas obras, não em discurso de  palanque. 

Ética é o que se faz na presença de várias pessoas.

Caráter é o que se faz quando ninguém esta observando.

Consciência é a mente: "Mens Sana in Corpore Sano". 


                                                   

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

Sequestrador na comissão de ética da presidência

Dilma nomeia o jurista Américo Lourenço Masset Lacombe para integrar a Comissão de Ética Pública


POSTADO ÀS 17:07 EM 08 DE MARÇO DE 2012

Da Agência Estado


A presidente Dilma Rousseff nomeou o jurista Américo Lourenço Masset Lacombe para integrar a Comissão de Ética Pública da Presidência da República. A designação foi publicada na edição desta quinta-feira do Diário Oficial da União.

Lacombe já deve participar da próxima reunião da comissão, marcada para a segunda-feira. Ele assume o lugar de Hermann Assis Baeta, que estava vago desde maio do ano passado. O mandato é de três anos.

A expectativa é a de que, na reunião de segunda-feira, o conselheiro Fábio Coutinho apresente relatório sobre o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, que tem sido alvo de denúncias por conta de contratos assinados pela sua empresa de consultoria.

Comecei a ler "Marighella o guerrilheiro que incendiou o mundo"- "Companhia das Letras" de Mario Magalhães, parei no agente da CIA infiltrado Alessandro Malavasi. Só gostei de saber que Américo Lourenço Masset Lacombe foi preso em 1970, aposentado e abrigou os militantes da ALN em sua casa.

Alessandro Malavasi (o suposto agente infiltrado), foi um advogado, hoje jurista, que junto a Mário Comelli (jornalista e agrônomo das Industrias Reunidas Matarazzo), foram dispensados da empresa em 1948 por suspeitas desabonadoras em matéria financeira, planejaram o seqüestro de Eduardo Andrea Matarazzo e foram presos em Campinas em 1951. Se uniu a ALN e era amigo do Vereador de Birigui David Hunovitch (anistiado), e Rolando Frati (Remão). A ALN só recrutava bonus populus.
   


                                                                                   


sábado, dezembro 15, 2012

Quarenta e dois anos do fim da TV EXCELSIOR

1970 - Fim das transmissões da TV Excelsior, às 17 h 56 min.

                                                                                 
                                                                                 

quinta-feira, dezembro 13, 2012

Várias anomalias na sociedade

ECLESIASTES 4


Eu me voltei para outras coisas, e vi as calúnias que se passavam "debaixo do sol" e as lágrimas dos inocentes e que ninguém os consolava: nem eles podiam resistir a violência  dos que os humilhavam, destituídos de todo o socorro..
2 E louvei mais os mortos do que os vivos: 3 e reputei mais venturoso do que uns e outros, e que não tem visto os males que se fazem "debaixo do sol". 4 Contemplei de novo todos os trabalhos dos homens, e fiz reparos em que suas industrias se achavam expostas à inveja do próximo. E nisto há também vaidade, e cuidado supérfluo. 5 O insensato cruza as suas mãos, e come as suas carnes; dizendo: 6 Mais vale um punhadinho com "descanso", do que ambas as mãos cheias com trabalho e "aflição do ânimo".
Imagem e vídeo ilustrativos
                                                                               

terça-feira, dezembro 11, 2012

Perfil Brasil 2014

Tinha razão o ex-presidente Lula quando afirmava que “não se poderia ter uma única receita para os países pobres”. Cada nação tem seu perfil, cultura, religiões, etc.

Tomemos como exemplo nosso carnaval. Comemorado em todo mundo, aqui ele transcende e se transforma em um fenômeno singular. Alguma dúvida? Perguntem a todos os componentes de uma banda ou escola de samba se trocariam o momento
carnavalesco por um ano de cesta básica gratuita.
Se trocarem, será mais por apreciar pouco o momento, do que pela necessidade. (Contentamento da alma supera a satisfação do estômago).

Voltaremos ás afirmações do Ex-presidente : “Os governos anteriores negligenciaram o problema da fome no Brasil”. Engano, porque o problema foi negligenciado por todos os governos e é prioridade.
Como é prioridade grave como a fome, é não dar a exata dimensão ao ferimento da auto-estima da população, é a saúde da alma da nação que está baixa. Tudo esta relacionado a educação, informação, oportunidade de trabalho renda justa, cultura, esporte e lazer, itens não só negligenciados pelos governos anteriores, como pela sociedade dominante a até aqui, pelo atual governo, talvez porque seja mais complexo de resolver do que a fome , sentimentos fisiológicos que seria resolvido por decorrência.
O perfil da população brasileira assemelha-se muito ao do artista. Recomendo a leitura do conto “A valsa da fome”, de Julia Lopes de Almeida, escritora brasileira nascida  no Rio de Janeiro em 24 de Setembro de 1862, para quem quiser entender melhor o perfil a que me refiro. Pesquisar

1862 *   1934 †
                                                      


Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF)

O Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), é um imposto brasileiro ainda não regulamentado desde a Constituição de 1988. É um imposto federal, ou seja, somente a União tem competência para instituí-lo (Constituição da República, art. 153, inciso VII). Por não ter sido regulamentado, ainda não foi instituído. Embora haja um apelo do governo em aprovar tal imposto, trata-se ainda de um imposto controverso, principalmente devido à discrepância entre o modelo brasileiro e o modelo adotado no exterior. A relutância em aprová-lo deve-se também a questões que poderiam surgir na vida fiscal do país, como crescente evasão fiscal e a ocultação de patrimônio.

A primeira iniciativa de instituí-lo partiu do então senador Fernando Henrique Cardoso, cujo projeto de lei complementar (PLP) nº 162, de 1989, foi aprovado pelo Senado e encaminhado à Câmara dos Deputados, onde incorporou emendas no sentido de tributar a fortuna familiar superior a R$ 4 milhões, isentando o imóvel de residência, instrumentos de trabalho e demais ativos de alta relevância social ou tecnológica, com alíquotas graduais e progressivas em quatro faixas de 0,1%, 0,2%, 0,4% 


Contudo, o projeto foi rejeitado pela Comissão de Tributação e Orçamento da Câmara em 2000. Na atual discussão sobre reforma tributária, a bancada do PT apresentou projeto de emenda constitucional (PEC) transformando o IGF em Contribuição sobre Grandes Fortunas, de forma a tornar mais fácil sua instituição e regulamentação. Consiste em apenas três alíquotas, de 0,5%, 0,75% e 1%, e limite de isenção de R$ 10,98 milhões, isentando a residência do contribuinte.

O imposto sobre a riqueza instituído em vários países tem apresentado baixa participação na arrecadação e custo administrativo elevado. Por isso, Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Japão e Itália optaram por não adotá-lo. O Imposto de Renda (IR) é a grande base da arrecadação tributária da maioria dos países desenvolvidos, tendo o imposto sobre a riqueza finalidade complementar ao IR - evita a evasão ao comparar patrimônio e renda declarada.

A Alemanha aboliu o imposto sobre a riqueza em 1996 e o reinstituiu em 2007, com alíquota única de 3%. Na França, o imposto possui alíquotas progressivas de 0,55% a 1,8%, com reduções para o imóvel de residência e ativos financeiros. Na Espanha a lei é rigorosa, com alíquotas progressivas de 0,2% a 2,5%, porém a tributação conjunta desse imposto com o IR é limitada a 60% da renda do contribuinte.

A Holanda aboliu o imposto em 2001, mas instituiu outro imposto sobre o patrimônio com uma alíquota efetiva de 1,2%. A Suíça tem alíquotas entre 0,1% e 0,9%, e a Noruega, de 0,9% e 1,1%. A Suécia, alíquota única de 1,5%, e a Índia, de 1%, que só alcança bens improdutivos, como jóias, imóveis, automóveis e obras de arte. Islândia e Finlândia aboliram o imposto em 2006 e Luxemburgo isentou as pessoas físicas em 2005.

São muitos os desafios político-administrativos do imposto sobre a riqueza. Para fugir de sua progressividade, o contribuinte pode diluir seu patrimônio entre os contribuintes de sua família ou mesmo criar pessoas jurídicas. Portanto, é necessário ter um cadastro familiar e um cadastro de empresas com a participação das famílias cotistas. Também é preciso ter um sistema avaliatório de bens para confrontar os valores declarados pelos contribuintes, e há necessidade de integrar os sistemas municipais de cadastro e avaliação de imóveis.

No Brasil, investir em imóveis tem sido uma proteção contra a inflação e choques macroeconômicos. A urbanização acelerada, a política habitacional e o crédito elevado e seletivo valorizaram os imóveis legais, que ficaram praticamente sem tributação efetiva durante anos devido à defasagem entre os preços de mercado e os valores venais dos cadastros municipais.

O IGF pode diminuir a fragilidade, o excesso de incentivos fiscais e o alto custo político que muitos municípios brasileiros têm em cobrar o IPTU, já que uma das propostas discutidas é permitir o contribuinte abater no IGF o que foi pago de IPTU. O IGF também incentivará os donos de imóveis a extraírem renda, reduzindo a ociosidade do parque habitacional. Por outro lado, pode ocorrer, como aconteceu na Suécia, de cair em 5% a 10% o valor de mercado das ações, que passam pagar o novo imposto. Caso o Brasil opte por adotar o IGF, será preciso tempo para aprimorá-lo, viabilizando os objetivos maiores de melhorar a distribuição de renda e combater a evasão fiscal.

Pedro Humberto de Carvalho Jr. é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica 
Aplicada (IPEA) 

sogra na churrasqueira...melhor não...carne dura né...Vamos de novo...
                                                                             


sábado, dezembro 08, 2012

21 DE DEZEMBRO DE 2012

Eclesiastes


Contém naquele livro considerações filosóficas do gênero do que hoje costumamos chamar de "pensamentos". Ensina que "tudo é vaidade" neste mundo e que não se pode encontrar a felicidade completa nas criaturas. Devemos portanto usá-las com moderação e com um firme pensamento no "Criador de Tudo"
Uma leitura superficial poderá dar a impressão de ceticismo por parte de Salomão...ops do "professor", mas uma leitura mais apurada e atenta nos revelará o que quisermos interpretar. Mais sempre com confiança em Deus.

1 Palavras do ...

Nada de novo no mundo ( O autor: Pouco se refere sobre a terra, mais muitas vezes debaixo do sol) Acho que é vício de linguagem...

4 Uma geração passa, e outra geração lhe sucede : Mas a terra(planeta) permanece sempre firme.
5 O sol nasce, e se põe, e torna ao lugar de de onde partiu: e renascendo aí, 6 faz o seu giro pelo meio-dia, e depois se dobra para o norte "para os cientistas" ou norte (destino) ou norte (norte). 

"Adoro esta leitura e recomendo, ECLESIASTES, me considero ateu mais adoro os desafios de interpretação. Respeito os religiosos, mais as vezes não os entendo"

Eclesiastes: Pseudônimo do autor é o mais provável.


FOTOS E VÍDEOS ILUSTRATIVOS


                                                      

                                                       
                                                     

quinta-feira, novembro 08, 2012

Inri Cristo & CIA

Os caminhos percorridos por José Gentileza 

No dia 11 de abril de 1917 nasce em Cafelândia, cidade do interior paulista, José Datrino, segundo filho do casal Paulo Datrino e Maria Pim. Juntamente com seus dez irmãos, José Datrino teve uma infância regada a muito trabalho, onde lidava diretamente com a terra e com os animais. Para ajudar a família, puxava carroça
vendendo lenha nas proximidades. Desde cedo aprendeu a amar, respeitar e agradecer à natureza pela sua bondade.


Segundo Leonardo Guelman, "o campo ensinou também José a amansar burros para o transporte de carga. Tempos depois, Gentileza se dizia .amansador dos burros homens da cidade que não tinham esclarecimento"

Desde sua infância José Datrino era possuidor de um comportamento atípico. Por volta dos doze anos de idade, passou a ter premonições sobre sua missão na terra, onde acreditava que um dia, depois de constituir família, filhos e bens, deixaria tudo em prol de sua missão. Este comportamento causou preocupação em seus pais, que chegaram a suspeitar que o filho sofria de algum tipo de loucura, chegando a buscar ajuda em curandeiros espíritas.

Aos vinte anos de idade, enquanto sua família passa a residir na cidade de Mirandópolis, também interior de São Paulo, José Datrino deixa a terra natal sem avisar seus familiares e segue seu destino rumo ao Rio de Janeiro. Assim que soube do sumiço do filho, Paulo Datrino tentou seguir seus passos, indo parar em São Paulo, porém sem êxito. Baseado no histórico místico do filho, seus pais chegaram a pensar que ele teria sido levado pro algum guia espiritual. Somente quatro anos depois José Datrino, então residindo no Rio de Janeiro, entra em contato com a família.

Casou-se com Emi Câmara com quem teve cinco filhos. Começou um pequeno empreendimento na área de transportes, onde fazia fretes para o sustento da família. Aos poucos, o negócio foi crescendo até se tornar uma transportadora de cargas sediada no centro da cidade.

José Datrino concretiza assim, parte de suas premonições de criança. Possuía esposa, filhos e bens. Neste contexto ocorre a transformação em sua vida. Segundo relatos de sua filha Maria Alice a Leonardo Guelman, certa noite viu seu pai atormentado e logo em seguida dirigiu-se ao quintal de sua casa, onde cobriu o corpo todo com lama, remetendo à sua origem, e libertou os pássaros e galinhas num ato de protesto em favor da liberdade

Incompreendido por seus familiares e tido como louco por muitos, Gentileza chegou a ser internado várias vezes em clínicas psiquiátricas, de onde fugiu várias vezes, sempre retornando às ruas para levar sua mensagem de paz. Certa ocasião em que se encontrava internado na Casa de Saúde Dr. Eiras, o próprio Dr. Eiras entregou à sua família um atestado de sanidade mental alegando que o paciente José Datrino não era maluco, e sim diferente.


E isto não era motivo para mantê-lo internado. Segundo relatos de enfermeiros e pacientes da clínica, todos ficavam ao redor do Profeta ouvindo suas palavras e sendo .curados. por ele. Assim, o Profeta volta a circular nos mais diversos pontos da cidade do Rio de Janeiro, tornando-se um personagem conhecido por todos.

Em Campo Grande, um dos jornais estampa a manchete: "Que mal fez este homem?" E, em resposta a esta pergunta que a muitos incomodava, Gentileza cria uma frase singular: .quem é mais inteligente, "o livro ou a sabedoria?", frase esta que, posteriormente no ano de 2000, a cantora e compositora Marisa Monte insere em uma de suas gravações.

As relações existentes entre o Profeta Gentileza e o circo se estabelecem sob diversos prismas. Muitos ainda acreditam que o motivo que o levou a abandonar seus bens e profetizar pelo mundo foi o fato de ele ter perdido toda a sua família no incêndio. Uma vez enraizado no imaginário coletivo torna-se difícil tarefa desmistificar esta relação. Mas, apesar das inverdades contidas nesta história folclorizada, o episódio do circo instaurou um novo sentido em sua vida. Gentileza "interpretou a queima do circo como uma metáfora da queima do mundo (...) pelo capeta-capital, que vende tudo, destrói tudo, destruindo a própria humanidade"


Maria José Oliveira
Universidade Presidente Antônio Carlos - UNIPAC
Universidade Estácio de Sá

Para este saudoso "palhaço" a alegria não era o ver o circo pegar fogo, e sim a paz o amor e a "reciclagem energética"


                                                                                  
                                                                                  
                                                                                 
                                                                                   



segunda-feira, novembro 05, 2012

Campo de concentração feminino de Ravensbrück

(1939-1945)


Em Ravensbrück, uma aldeia da Prússia perto Fürstenberg, o SS construiu em 1939 um campo de concentração de mulheres (resort (sic) de saúde historicamente pertencia a Mecklenburg), o mais extenso de toda a Alemanha. Na primavera de 1939 vieram os primeiros prisioneiros do campo de concentração Ravensbrück, transferidos do campo Lichtenburg.

Abril 1941 um campo de concentração de homens foi anexado, que também ficou sob o controle das autoridades no comando do campo feminino. Em Junho de 1942, próximo de Ravensbrück, foi também anexado o "Campo de Segurança Preventiva Juvenil Uckermark" (custódia “protetora”) para a detenção de adolescentes e meninas.

O campo feminino foi continuamente ampliado até 1945.
Dentro do campo formou-se uma indústria de fundo de quintal, ou seja, uma área que incluía o centro de trabalho estritamente feminino. Na área ao lado do campo, a empresa Siemens & Halske construiu 20 oficinas industriais onde presos, no verão de 1942, deram inicio ao trabalho de cárcere. Com a continuação da guerra foram construídos 40 galpões, espalhados por todo o Reich Alemão para trabalhos dos prisioneiros de Ravensbrück.

Entre 1939 e 1945 foram registrados prisioneiros: 132.000 mulheres e crianças, 20.000 homens e 1.000 adolescentes e meninas. Foram mais de 40 nacionalidades diferentes. Entre eles Judeus, Negros, Roma y Sinti (Ciganos Armênios). Dezenas de milhares foram mortos, morreram de fome, doenças ou devido a experiências médicas.

Em 1944 o SS deram inicio as câmaras de gás provisórias no campo de concentração em uma cabana ao lado do crematório, asfixiou entre janeiro e abril de 1945 entre 5.000 a 6.000 prisioneiros. Pouco antes do final da guerra, a Cruz Vermelha Internacional, a Sueca e a Dinamarquesa atuaram na evazão de cerca de 7.500 detidos, deixando-os em segurança na Suíça e na França.

Seguindo ordem de evacuação de Heinrich Luitpold Himmler, o comandante do campo, Fritz Suhren forçou mais de 20 mil prisioneiros que permaneceram no acampamento a marchar na direção noroeste. Em 30 de Abril de 1945, o Exército Vermelho libertou do campo de Ravensbrück os 2000 últimos prisioneiros que se encontravam doentes.

No entanto, para a maioria das mulheres, homens e crianças, a libertação não significou o fim do sofrimento. Muitos deles morreram nas semanas seguintes, ou mesmo meses e anos posteriores. Os sobreviventes continuaram a sofrer ainda por décadas.

O "Memorial Nacional Ravensbrück" foi inaugurado em 12 de setembro de 1959. É um dos três memoriais nacionais na extinta RDA. Na sua concepção os arquitetos do chamado "Buchenwald coletivo” englobado no projeto e também uma parte da estrutura do Campo localizado fora das cercas. Esta parte inclui o crematório, a prisão (Zellenbau) e muros de 4 metros de altura. Em uma vala comum, escavada em 1959 a oeste da cerca do campo, foram enterrados os restos mortais de presos anteriormente enterrados em valas comuns diferentes. O ponto central da estrutura é a escultura de bronze Mulher por Will Lammert  "Tragende"  (literalmente: "aquela que conduz"), que se tornou o símbolo da “Ravensbrück National Memorial”.  Exceto a área do memorial às margens do Lago Schwedt, o resto do campo foi usado, a partir de maio de 1945 até janeiro de 1994, pelo exército soviético CSI para fins militares.

Em 1959/1960 nasceu na antiga prisão o primeiro museu. Os sobreviventes de diferentes países doaram seus objetos, desenhos e documentos do período de sua prisão. No início dos anos oitenta a direção do memorial deu inicio a "Exposição das Nações" na instalação "ex-prisão”. O evento permitiu a cada país a utilizar o espaço dependendo de suas necessidades. No andar de cima foram criadas 17 salas dos memoriais nacionais.

O "Kommandantur" sala anteriormente do SS, usado pelos militares soviéticos até 1977, foi equipada e a partir de 1984 passou a chamar-se "Museu Resistência Anti-Fascista ", que tornou-se a principal exposição e memorial permanente.


Der Mensch geht an korruption sterben 
(La Femme qui porte)
                                                                                 
                                           

 Heinrich Luitpold Himmler EXEMPLAR DA RAÇA ARIANA PURA (sic) lampe
                                                    

CONSPIRAÇÃO EM BELO MONTE

O atentado ao presidente Prudente de Morais foi um mês após o dramático e trágico episódio da Guerra dos Canudos. O envolvimento aludido às próprias instituições, prende mais as implicações causadas pelos seus desdobramentos do que a própria intenção. O movimento liderado pelo “profeta” Antônio Conselheiro em torno do arraial dos Canudos ou cidadela de Belo Monte, não teve em seus primórdios objetivos contestadores a ordem republicana.

A radicalização do conflito deve-se a inabilidade política do poder local. O que acabou contagiando as autoridades federais. Com isso os fundados temores da população submetidas ao autoritarismo local acabaram por voltar-se ao regime republicano que implantou um federalismo às avessas.

Da mesma forma é possível se dizer do atentado o cais Pharoux próximo ao arsenal de guerra, praça XV, de 5 de novembro pelo anspeçada (patente subalterna que na época situava-se abaixo de sargento, cabo atualmente) Marcelino Bispo. Atitude aparentemente impensada, movida pelo proselitismo de Diocleciano Martyr, editor do jornal panfletário “O JACOBINO” segundo declarou o próprio Bispo. O atentado, perpetrado por um militar atingindo mortalmente outro militar de alta patente, o ministro da guerra General Carlos Bittencourt, gerou uma onda de repúdio que surpreendeu até mesmo o próprio governo de Prudente, tal a indignação que se abateu sobre a capital do País. (ainda era forte o poder de indignação na época) (pesquisem as facções PRF e PRP)

                                                      


domingo, novembro 04, 2012

EXEMPLOS, CRIMINALIDADE E VIOLÊNCIA

A educação, por si só, não é a solução para criminalidade. A religião, por si só, não é solução para criminalidade. O conjunto de assistência social, por si só, não é solução para criminalidade.

A cultura de um povo, os costumes estão enraizados em exemplos. Como posso dizer aos meus filhos e netos controlarem sua agressividade, se eles presenciarem ou encontrarem vestígios de descontrole emocional de pais, avós e ícones da sociedade?

O primeiro delito de todos os seres humanos é a extorsão indireta e estelionato mas não poderia ser doloso, e culposo, seria um paradoxo, a rigor nascemos inocentes, não creio no pecado original. Depois vem a agressão verbal (art. 138 do Código Penal), como difamação (art. 139 do CP) ou como injúria (art. 140 do CP). Nesta época somos imputáveis juridicamente, não moralmente. Lesão corporal art. 129. Quem nunca praticou na infância, ou qualquer época de sua existência? Eu fui réu e vítima, na infância. (inferno)

O furto simples é o próximo passo! Quem nunca furtou? Eu lembro de pegar um bambu, abrir ao meio e com a metade de um pregador de roupas, arregaçá-lo a largura de uma maçã com um barbante, ir a quitanda da “dona Beta” uma lusitana trabalhadora, que Deus o tenha, o resto os leitores podem imaginar. Eu qualifiquei o furto, devido ao artefato.

Minha mãe ao perceber que não pedi o dinheiro, e ter consciência de não pedir nada a estranhos, uma maçã para comer após o almoço? (falhou a memória) Pegou o dinheiro de meu lanche da escola e fez eu pagar a maçã explicando a “compra” em detalhes, não foi agradável! Lição 1: não é “bacana” lesar o próximo, não importa a causa. Mas ainda viriam mais lições.

À noite, meu pai chegou do serviço e minha mãe compartilhou o meu secreto delito. Meu pai calmo, deu um breve sorriso e guardou o artefato usado para o delito e foi dormir. No domingo seguinte era seu dia de folga, acordou junto comigo no meu horário de praia, e disse para que esperasse que tinha uma pequena tarefa antes de ir a praia. Pegou o artefato do delito que tinha guardado e fomos à esquina das ruas Baptista Pereira com Luiz Gama, em Santos-SP ano 1963, e limpei escorredor pluvial de vias “boca de lobo” por ser suja e fedida, com o meu artefato. Lição 2 : Papai gostou da criatividade mais tinha outras idéias para o uso. (Chato)

Mais tudo isso não chega “aos pés” do que a sociedade pôde incluir na cultura de maus exemplos do ano de 1.500  aos dias atuais. O que me levou a meditação e redigir o texto, é a carta a punho desta matéria. Aqui
                                                    
Поради липсата на добър пример
                                                    

                                                                                                                         

quinta-feira, novembro 01, 2012

Deportação de Olga Benário

Assinado o decreto, na pasta da Justiça, expulsando do território nacional, por se ter constituído em elemento nocivo aos interesses do país e perigosa à ordem pública, a alemã Maria Bergner Vilar, que também usa os nomes de Frieda Wolf Beherand, Olga Bergner, Olga Benario, Olga Meirelles, Maria Prestes e Ema Kruger. Maria Bergner é a companheira de Luis Carlos Prestes, com este detida pela polícia, quando se achavam escondidos à rua Honório, em Cachambi, no Méier.

Rio de Janeiro, Distrito Federal, Brasil

Data   29 de Agosto de 1936

Presidente Getúlio Dornelles Vargas


                                                        


Olga Benário, de nacionalidade alemã, militante comunista, judia e grávida de 7 meses foi expulsa do Brasil, em setembro de 1936. Ela havia sido presa juntamente com Luis Carlos Prestes, seu companheiro, e outros participantes da chamada "intentona comunista", permanecendo, desde então, no cárcere da Casa de Detenção da Rua Frei Caneca, no centro da Capital Federal. Naquela época, a Europa vivia o avanço do nazifascismo e, no Brasil, a disseminação do clima anti-comunista e anti-semita concorreu para a intensificação dos casos de deportação de estrangeiros considerados indesejáveis pelo governo Vargas. Eurico Bellens Porto, delegado policial que Filinto Müller encarregara de indiciar os rebelados de 1935, diante da imposiibilidade legal de punir uma estrangeira, optou pela deportação de Olga, que, na prática, equivalia a
entregá-la à GESTAPO, a temível polícia política da Alemanha hitlerista. Determinada a expulsão pelo Ministro da Justiça, Vicente Rao, o advogado de Olga, Heitor Lima, tentou obter um habeas corpus para a sua cliente junto à Corte Suprema. Mas o pedido foi recusado, por unanimidade. 


O julgamento de Olga foi feito segundo os termos formais da ordem constitucional definida pela constituição federal, atendendo a um pedido de extradição do governo nazista. Nos termos da constituição em vigor, o julgamento era legal. O advogado de defesa de Olga pediu um indulto (Habeas Corpus), argumentando que a extradição era ilegal pois Olga estava grávida e sua extradição significaria colocar o filho de um brasileiro sob o poder de um governo estrangeiro. Havia também o aspecto humanitário da permanência dela no país: não obstante os campos de concentração nazistas, à época, não funcionarem como aparatos de extermínio, era de conhecimento público que eram centros de detenção extrajudicial onde os internos eram tratados com intensa crueldade.

MORAIS, Fernando. Ele ou Ela

                                                   

Olga Benário Prestes foi uma militante do partido comunista

Nasceu em 1908 Munique, em uma família judia. Seu pai, Leo Benario, era um advogado social-democrata, e sua mãe, Eugenie Guthmann, era um membro da alta sociedade bávara, mesma região do Papa Bento XVI. Em 1923, com com 15 anos, ingressa na Juventude Comunista Internacional. Em 1928 ajudou a organizar a fuga do companheiro e amante Otto Braun de Moabit (Centro de detenção Berlim). Foi para a Tchecoslováquia, de lá, se uniu a Braun. 

Em Moscou Olga Benário visitou a Internacional Lenin Escola , em seguida, trabalhou como instrutora da Juventude Comunista Internacional do Comintern Na Ucrânia, ela conheceu Perícia em equitação e, posteriormente, pára-quedismo e vôo. Em 1931, ela se separou de Otto Braun, que amava outra mulher, e foi para uma missão como "Eva Kruger" para Paris. Presa e liberada, ela foi para a Bélgica, Inglaterra, onde foi presa novamente. O MI5 enviou suas impressões digitais para a polícia de Munique, que comparando encontraram sua identidade.

Otto Braun (28 de Setembro de 1900, Ismaning , Alta Baviera - 15 de Agosto de 1974, Varna ) foi um alemão comunista com uma carreira longa e variada.
Seu papel mais importante foi como uma agente da COMINTERN enviado para a China , em 1934, para assessorar o Partido Comunista da China (PCC) em estratégia militar durante a guerra civil chinesa . Na época Braun adotou um nome chinês, Li De ( chinês : 李德 ; pinyin : Lǐ Dé , Li o alemão ), que foi apenas muitos anos depois que Otto Braun e "Li De" veio a ser conhecido como um e mesma pessoa. Braun retornou à União Soviética, em 1939, e viveu uma vida pacífica na Alemanha Oriental após a Segunda Guerra Mundial. Ele morreu aos 73 anos em 1974. Aqui

                                                                               



Olga depois de sua estadia na Grã-Bretanha, onde foi detida,
participou de um curso na Academia Militar Zhukovsky, algo que a levou a ser cobrada nas histórias da direita de ser uma agente da inteligência militar soviética. Seja como for, devido a seu treinamento militar, em 1934 ela foi encarregada de ajudar o retorno ao Brasil de Luís Carlos Prestes, e foi-lhe atribuída a função de guarda-costas. A fim de cumprir essa missão, documentos falsos foram criados afirmando que eles eram casados. No momento em que chegou ao Rio de Janeiro em 1935, a farsa tornou-se uma realidade, o casal havia se apaixonado. No Rio de Janeiro, ela conheceu Elise e Arthur Ewert e sete revolucionários da antiga União Soviética.

A lenda é maravilhosa mais Olga morreu aos 80 e tantos anos Aqui  Ou a primeira é verdadeira? Tantos nomes, tantos mistérios.
                                 
Quem é Olga em 1926?
                                       
 IMORTALIZADA
                                                    IMORTALIZADA

Olga Benário em fevereiro de 1938, foi para o campo de concentração Lichtenburg onde encontrou novamente com Elisabeth Saborowski Ewert. Em 1939, ela foi transferida para o campo de concentração de Ravensbrück e gazeada em 23 de abril de 1942 em Bernburg. code-named "14f13"(Die Aktion)

Sua mãe morreu em 1943, no campo de concentração de Theresienstadt. Seu irmão Otto Benário em 28 de Setembro de 1944 em Auschwitz assassinado. 

                                                
                                                    

O que é persecução penal?

O procedimento criminal brasileiro engloba duas fases: a investigação criminal e o processo penal.

A investigação criminal é um procedimento preliminar, de caráter administrativo, que busca reunir provas capazes de formar o juízo do representante ministerial acerca da existência de justa causa para o início da ação penal.

O processo penal é o procedimento principal, de caráter jurisdicional, que termina com um procedimento judicial que resolve se o cidadão acusado deverá ser condenado ou absolvido.

Ao conjunto dessas duas fases, dá-se o nome de persecução penal.


Pode o juiz condenar alguém sem que a materialidade do delito esteja devidamente demonstrada pela prova dos autos? Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em se tratando do delito do art. 14 (associação para tráfico) da Lei 6.368/76, isto é perfeitamente possível, porque não se trata de crime que deixa vestígios. "associação para corrupção, não? A lei mudou mais os juristas são os mesmos."


ANSEIOS MIDIÁTICOS
Lei cria problemas ao definir organização criminosa

                                        "O Estado não pode ficar no banco dos réus das considerações da sua sociedade, do seu povo, que espera e aguarda, não qualquer resposta, mas uma resposta verdadeiramente racional, que ponha, de um lado, o processo legislativo no caminho de instrumento fundamental da democracia participativa, com transparência, segurança e equilíbrio, de modo a vermos novamente na lei, não palavra vazia, mas luz cívica, única capaz de impedir ou de determinar nosso comportamento, e, de outro lado, que ponha o assunto da judicialização/ativismo dentro do seu real campo, no campo das discussões da Ciência do Direito.
De fato, o que estamos a observar é uma desconfiança generalizada do povo nos órgãos do Estado, em todos eles. Nada mais propício às fogueiras das revoluções mal conduzidas ou ao aparecimento de profetas ditatoriais. O Estado precisa sair do banco dos réus. E nós ficaríamos extremamente honrados e satisfeitos se, no tablado, o devido processo legislativo fosse chamado a realizar uma de suas necessárias defesas."

Sebastião Gilberto Mota Tavares é procurador da Fazenda Nacional, mestre em Direito pela UF-PE, escritor e assessor jurídico na Câmara dos Deputados. (Consultor Jurídico 29 de maio de 2011)
          
                                                  

terça-feira, outubro 30, 2012

REPULSA AOS ATUAIS PROFESSORES

Minha repulsa aos atuais professores não é generalizada, é obvio, mais chega perto.
Meus netos chegam em casa: "vô hoje a professora indicou "Leite derramado" (Chico Buarque)". "Ótimo querida, é um livro que prende sua atenção, muito bem escrito e você sabe que eu sou fã de Chico, leia sem esquecer a orientação ideológica do autor. Meu ídolo diverge de mim quanto a ideologia e alegria, sabe que o vô não é de todo burro, mais detesta os intelectuais melancólicos."

Brinco: "Chico é um saudosista, só o assisti vibrando na época da ditadura, no fundo acho que sente saudades" Aqui

"Vô, a professora disse para te advertir severamente. Disse "Onde se viu um senhor irresponsável e sem cultura falar de Chico Buarque dessa forma"
"Querida mais você disse a ela que eu apenas brincava? Não sou a favor de ditadura nem direita e tão pouco torta". "Disse", respondeu. "Então, deve ser o dia, não foi bom para ela. Ou a “CUT” não conseguiu o tanto que ela merecia ganhar." (Gargalhadas)

Agora comecei a ler "Marighella o guerrilheiro que incendiou o mundo"- "Companhia das Letras" de Mario Magalhães, parei no agente da CIA infiltrado Alessandro Malavasi. Só gostei de saber que Américo Lourenço Masset Lacombe foi preso, demitido e abrigou os militantes da ALN em casa.

Alessandro Malavasi (o suposto agente infiltrado), foi um advogado que junto a Mário Comelli (jornalista e agrônomo das Industrias Reunidas Matarazzo), foram dispensados da empresa em 1948 por suspeitas desabonadoras em matéria financeira, planejaram o seqüestro de Eduardo Andrea Matarazzo e foram presos em Campinas em 1951. Se uniu a ALN e era amigo do Vereador de Birigui David Hunovitch (anistiado), e Rolando Fratti (Remão). A ALN só recrutava bonus populus.

O Mino Pinóquio Carta sabe disso! AQUI

Aí parei de ler! Contava com uma  biografia, e não livro de ficção. Eu realmente estou aborrecido com intelectuais e artistas do Brasil.
                                                  
                                                        

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